arte design

Proposta para re-design do Monograma do Flamengo e Identidade Visual

29.12.16Andy Santos


O que é necessário como base para a concepção de repensar e atualizar qualquer identidade visual esportiva? Estudo, firmeza e uma dose de cuidado, para não ferir a História e tradições da agremiação em questão. No Brasil os tradicionalismos são elevados à décima potência em comparação à maioria do mundo. Dentro da firmeza, há a coragem para apresentar um estudo sugerindo mudança para o clube mais popular brasileiro - o Clube de Regatas do Flamengo. O designer Jorge Trabuco apresenta uma proposta (não oficial) para re-design do monograma do rubro negro, o famoso CRF, sendo a referência para aplicação em peças gráficas.

Trabuco se insere no ano de 1895, ano de fundação do Flamengo, de lá se concentra a inspiração e conceitos para o desenvolvimento do monograma. Serifas, curvas mais abertas e a regularidade no corpo dos caracteres fazem parte do pacote de elementos clássicos que o designer projeta. Contudo a sigla do final do século XIX não traz a rapidez necessária para a legibilidade. Trabuco prepara cada detalhe da forma mais nítida, fazendo neste ponto a ligação com o monograma oficial.



Em seu site Jorge Trabuco faz a seguinte declaração, sobre a estruturação simbólica:
"A construção do monograma proposto passa por inspirações no monograma de 1895, resgatando as serifas com pontas e outras bem curvas como no C. e F , mas, mantendo características do monograma atual como a curva da perna do R, e os cortes nas interseções entre letras.

Acrescentamos uma serifa no R e re-desenhamos todo o monograma com linhas geometricamente bem definidas e mantendo uma só largura. Este estudo visa dar mais leitura ao monograma sobretudo em formatos menores."


Raciocinando aqui, olhando, olhando novamente a proposta comparado com as outras insígnias... poderia ser um projeto a ser levado pra frente e analisado com carinho pelos dirigentes rubro-negros. Trabuco segue a tendência de deixar o que representa graficamente o Clube de Regatas do Flamengo um corpo mais clean, que de forma alguma tenta destruir o que se desenhou lá atrás. É um estudo, uma proposta de evolução natural, mas tenho quase certeza que mesmo explicando isso tem grande chance de cair na polêmica, entre torcedores rubro negros e amantes do futebol. Porque não tem jeito, dentro do universo design não tem meio termo, quaisquer minúcias presentes fazem uma diferença gigantesca.
O próximo passo? O Escudo. O objetivo de Jorge Trabuco neste quesito é como em suas próprias palavras "propor um novo estilo e equilíbrio em sua marca sem modificá-la em sua essência". A forma do escudo rubro-negro, assim como de vários clubes, é heráldica, com forma ogival apontando para baixo, se dividindo em barrulets, mais conhecidos como listras e o monograma se posiciona no canto superior esquerdo. Aqui as diferenças na curva da ogiva e na composição das listras é tão sutil que parece não ter nada modificado aos olhos que não se curvam aos detalhes. E a sigla ocupa proporcionalmente uma área um pouco maior comparado ao emblema atual. 

Um estudo grande, em todos os sentidos. E como digo sempre neste espaço, os estudos podem sim virar algo oficial, por que não? A proposta deles nunca é de depreciar o que está em voga, mas expor que algo pode ter a evolução natural. Sem traumas, sem ferir os originais valores. Qual sua opinião sobre o projeto? Deixe suas palavras nos comentários! A seguir mais imagens do projeto de Jorge Trabuco, com a estruturação da heráldica, os barrulets e as diversas aplicações.




























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